Em
fevereiro deste
ano foram geradas,
no estado de São
Paulo, 80.662 novas
vagas formais de
trabalho, ante 51.159
em janeiro. Os setores
que mais contribuíram
para esse cenário
foram indústria
de transformação
(+27.299 vagas),
educação
(+12.716), construção
(+10.362) e administração
pública,
defesa e seguridade
social (+7.442).
Juntas, essas quatro
atividades foram
responsáveis
por cerca de 72%
de todo o emprego
criado.
Esses
são os
principais dados
apontados pelo
Observatório
do Emprego e do
Trabalho (www.observatorio.sp.gov.br),
ferramenta que
analisa mensalmente
o comportamento
do mercado de
trabalho paulista
e é gerenciada
pela Secretaria
Estadual do Emprego
e Relações
do Trabalho (SERT)
em parceria com
a Fundação
Instituto de Pesquisas
Econômicas
da Universidade
de São
Paulo (FIPE/USP).
As
80.662 novas vagas
registradas no
Estado de São
Paulo representam
39% dos 209.425
postos de trabalho
criados em todo
o país.
Em janeiro, a
participação
de São
Paulo foi de 28%.
O
pesquisador Hélio
Zylberstajn, da
FIPE, diz que
houve queda acentuada
na agricultura
- que perdeu 1.979
postos. “Isso
se deve a um efeito
sazonal: nesta
época do
ano, não
há demanda
por trabalhadores
para plantio ou
colheita de produtos
agrícolas”.
A atividade econômica
agricultura, pecuária,
produção
florestal, pesca
e aqüicultura
foi a única
que registrou
saldo negativo
de vagas.
A
indústria
- que teve o melhor
desempenho em
fevereiro de 2010,
entre todas as
atividades analisadas
- foi o setor
que mais contribuiu
para o saldo negativo
de 95 vagas no
Estado em fevereiro
de 2009, quando
foram extintos
27.354 postos
nessa área.
Entre
as ocupações
com os maiores
números
de contratações
em fevereiro estão
alimentadores
de linhas de produção
(+5.283 vagas),
ajudantes de obras
civis (+4.356)
e escriturários
em geral, agentes,
assistentes e
auxiliares administrativos
(+3.967 vagas).
Elas responderam
por aproximadamente
30% de todo o
crescimento do
emprego formal
e estão
ligadas aos setores
com melhor desempenho
– indústria,
construção
e administração
pública,
defesa e seguridade
social.
Ensino
superior
Jovens
de até
24 anos de idade
preencheram mais
da metade das
vagas (53,8%)
criadas em fevereiro
no Estado, ante
58,9% em janeiro.
As mulheres ocuparam
40,8% dos novos
postos, percentual
superior ao observado
no mês anterior
(26%).
Quase
metade das novas
vagas (48,5%)
foram ocupadas
por trabalhadores
com ensino médio
completo, contra
64,7% em janeiro.
Por outro lado,
aumentou a participação
de pessoas com
ensino superior
completo. Em janeiro,
os trabalhadores
com esse perfil
responderam por
18,9%, e em fevereiro
a taxa saltou
para 28,5%.
Regiões
As
únicas
regiões
que apresentaram
saldo negativo
de postos de trabalho
em fevereiro foram
Barretos (-2.573),
Central/Araraquara/São
Carlos (-1.216)
e Santos (-307).
A Região
Metropolitana
de São
Paulo foi a que
registrou o melhor
desempenho, com
36.823 novas vagas,
seguida pelas
regiões
de Campinas (+13.792),
São José
do Rio Preto (+9.760)
e Ribeirão
Preto (+7.136).
Salários
O
salário
médio dos
trabalhadores
admitidos no estado
de São
Paulo em fevereiro
foi R$ 922, o
que representa
uma queda de 5,4%
em relação
ao mês anterior.
O maior valor
foi registrado
na Região
Metropolitana
de São
Paulo (R$ 1.016)
e, o menor, na
de Barretos (R$
580).
Das
15 regiões,
apenas a de Registro
apresentou aumento
no salário
(+5,7%). Das 14
regiões
com redução,
as que registraram
quedas mais acentuadas
foram Barretos
(-22,2%), Araçatuba
(-8,6%), Região
Metropolitana
de São
Paulo (-6,3%)
e Ribeirão
Preto (-6%).