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Desemprego
em países
ricos deve continuar
a crescer em 2010,
diz organização
A
OCDE (Organização
para a Cooperação
e o Desenvolvimento
Econômico)
prevê altas
contínuas
do desemprego ao
longo de todo este
ano, chegando a
alcançar
máximas em
alguns países-membros.
"Vamos
ver números
mais altos de desemprego",
que podem se aproximar
do teto em alguns
países, disse
nesta twerça-feira
o secretário-geral
da organização,
Ángel Gurría,
sem citar nomes
nem dados concretos.
Em
um encontro com
a imprensa antes
do Fórum
Econômico
Mundial que começa
amanhã (27),
em Davos (Suíça),
Gurría explicou
que, durante 2010,
haverá uma
situação
um tanto "paradoxal"
em nível
econômico,
já que "veremos
uma mistura de indicadores".
Por
um lado, será
marcado pelo aumento
do desemprego e,
ao mesmo tempo,
por "bons sinais"
em termos de crescimento.
De
fato, disse, é
muito provável
que a OCDE revise
para cima suas mais
recentes previsões
de crescimento,
publicadas em novembro
do ano passado.
As
novas previsões,
que serão
divulgadas em março
e depois em maio,
"serão
melhores",
o que indicaria
que a recuperação
pode se concretizar
"um pouco mais
rápido e
antes".
No
entanto, Gurría
alertou que não
se deve ser triunfalista,
que serão
alguns "décimos"
acima do previsto
em novembro e que
levará tempo
para se chegar a
taxas de crescimento
semelhantes às
de antes da crise,
devido, precisamente,
ao aumento do desemprego,
assim como ao dos
juros.
O
responsável
da OCDE se referiu
também ao
plano do presidente
dos Estados Unidos,
Barack Obama, para
limitar o tamanho
dos bancos e as
atividades das entidades
financeiras, e expressou
seu total apoio
à iniciativa,
porque, segundo
ele, "pode
ajudar a evitar
uma nova crise financeira".
Na
sua dele, o problema
não é
o tamanho, mas "a
natureza" das
atividades que realizam,
que não tem
nada a ver no caso
de um banco comercial
ou um de investimento.
Evitar
riscos elevados
como os que foram
assumidos no passado
é uma das
receitas que todos
os organismos multilaterais
promovem, enfatizou
o secretário-geral
da OCDE, que considera
que o principal
desafio agora é
transformar os primeiros
sinais de recuperação
em um crescimento
sustentável.
Esse é "o
grande passo"
e, para alcançar
isso, considerou
necessário
que os países
atuem de forma coordenada.
Isso
não significa,
disse, que tenham
que fazer a mesma
coisa ao mesmo tempo,
porque cada país
tem indicadores
e circunstâncias
específicas.
O
que devem fazer
é compartilhar
informação,
como se fez dentro
do G20 (grupo que
reúne representantes
dos países
ricos e dos principais
emergentes), porque,
segundo Gurría,
"é muito
importante dar sinais
aos mercados".
Além
disso, "a coordenação
gera percepção
de confiança",
acrescentou.
Fonte:
Folha Online
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