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Problemas
de convivência
com o chefe? Veja
qual é a
melhor postura a
adotar -
07 de Abril
de 2010
Quando
o assunto é
a relação
chefe x subordinado,
muita gente se assusta.
A infinidade de
histórias
absurdas que envolvem
a convivência
conturbada entre
gestores e subordinados
vira até
tema de livro. E
não é
pra menos - enquanto
alguns conseguem
manter o bom clima
e relação
agradável
com o superior da
área, em
outros casos, essa
política
da boa vizinhança
é praticamente
esquecida.
O
profissional pode
ter uma parcela
de culpa nisso,
mas um dos principais
papéis de
uma boa liderança
é banalizado
por alguns gestores:
trazer o grupo para
perto, ganhando
o respeito e cooperação
de todos. Sim, muitos
chefes, que são
apenas chefes e
não líderes,
passam dos limites
e o que era pra
ser respeito, torna-se
medo ou algo muito
pior. "Na prática,
é extremamente
difícil lidar
com um chefe problemático,
com variações
de humor e personalidade.
Mas o profissional
deve procurar ter
um grau de domínio
emocional muito
grande, porque ele
não pode
deixar que o comportamento
daquela pessoa afete
a sua vida profissional
ou pessoal",
aconselha Silvio
Celestino, coach
de executivos, VP
do chapter São
Paulo da Federação
Internacional de
Coaches e autor
do livro "Conversa
de Elevador, um
fórmula de
sucesso para sua
carreira".
Celestino
afirma que com facilidade
podemos encontrar
gestores com perfis
comportamentais
bastante difíceis,
que acabam se tornando
o centro das atenções
de todos à
sua volta - negativamente.
"Todo mundo
gira em torno dele,
querendo acalmá-lo,
tentando não
deixá-lo
nervoso. Isso gera
um contexto bastante
empobrecedor da
posição
de um profissional
dentro da empresa,
até porque,
não é
obrigação
de ninguém
acalmar chefe",
aponta.
Apesar
de esta realmente
não estar
entre as atribuições
de nenhum profissional,
o medo que muitos
têm de perder
o emprego inibe
qualquer manifestação
de repulsa a atitudes
questionáveis
do chefe. "No
Brasil, normalmente,
os empregados veem
a estrutura da empresa
como uma monarquia,
como se o presidente
fosse o rei, os
diretores os vice-reis.
Mas não é
assim. Nós
não só
temos o direito
como a obrigação
de impor limites,
independente do
cargo ou posição
de quem nos falta
o respeito",
completa.
O
perfil deles
Para Vanessa Araujo,
consultora de Recursos
Humanos da Luandre,
a maioria dos gestores
que tem postura
rude, grosseira
ou pouco educada
é assim porque
sofre de alguma
insegurança
ou não está
alinhado aos objetivos
da empresa. "Um
gestor alinhado
com a empresa busca
resultado, e isso
está diretamente
ligado com a questão
do bom ambiente
de trabalho, respeito,
envolvimento das
pessoas", afirma
Vanessa. Claro que
também pode
ser uma característica
pessoal - o que,
como bem disse Celestino,
não tem de
dizer respeito aos
profissionais da
equipe.
O
tom de voz alterado,
a bronca num e-mail
coletivo ou até
mesmo, em casos
mais extremos, os
gritos e palavras
impróprias
para o ambiente
são indícios
claros de uma gestão
problemática.
"Essas atitudes
conseguem desmotivar
toda uma equipe.
Afinal, não
é fácil
trabalhar com uma
pessoa que nunca
está satisfeita
e leva seus funcionários
a situações
de constrangimento",
diz a consultora.
Diante
disso, um desafio
para qualquer profissional
que faça
parte de uma gestão
problemática
é saber a
melhor maneira de
lidar e conviver
com ela. Segundo
Celestino e Vanessa,
há alguns
pontos que precisam
ser exercitados,
um conjunto de posicionamentos:
•Mantenha
a calma, já
basta um explodindo:
seja firme para
dominar sua voz,
seus gestos e respostas
- agir no calor
do momento sempre
gera arrependimentos
•Prepare-se
para falar: esteja
sempre embasado
tecnicamente, em
todas as suas ações.
•Entenda suas
demandas: preste
muito atenção
no que lhe for demandado,
tire todas as dúvidas
e esteja certo do
que seu gestor espera
deste trabalho
•Seja educado:
educação
não é
seletiva, isso é,
você precisa
usá-la independente
de como tratam você
•Gere resultados:
contra fatos e dados
não há
argumentos, então
seja produtivo
"Ninguém
é inatingível
o tempo todo, uma
hora ou outra acaba
baixando guarda
e aí é
o momento certo
para se aproximar
um pouco mais, tentar
ter uma conversa
menos formal. Mas
tudo isso tem de
ser natural, não
há como dizermos
qual é o
momento certo, o
profissional precisa
sentir e agir naturalmente",
aconselha Vanessa.
Ela reconhece que
nem sempre é
fácil ser
frio e calculista
desta forma, mas
que não passa
de uma questão
de prática,
de exercício.
E
se nada der certo...
O trabalho não
precisa ser um parque
de diversões,
e dificilmente será,
mas também
não é
para ser um lugar
pesado, insuportável
de estar. Por isso,
da mesma forma como
a empresa avalia
seus profissionais
constantemente,
é importante
avaliar o ambiente
de trabalho e o
quanto ele tem contribuído
positiva ou negativamente
para sua vida. "Da
mesma forma que
você precisa
do emprego, a empresa
também precisa
de você. É
preciso ter um posicionamento
maduro para entender
essa relação,
que é bilateral",
garante Celestino.
"A
gente não
tem a função
de servir o trabalho,
é ele que
tem de nos servir
- para o nosso crescimento,
desenvolvimento
e melhoria. Se a
situação
é suportável,
ok, vamos esperar
um pouco, porque
pode ser uma forma
de exercitar a paciência,
sensatez, poder
de resiliência.
Se não, se
realmente passou
do seu limite, com
certeza há
outros lugares que
saberão valorizá-lo
e respeitá-lo
como profissional,
busque-os",
finaliza a consultora.
Fonte:
Emprego Certo |